TEMAS EM DEBATE

Você comprou o Warp para se livrar dos bugs do Windows, mas quer manter o Windows em seu sistema, porque há certas coisinhas que você acha que só podem ser feitas ali (com o tempo você descobrirá que isso não é bem assim, mas, deixa pra lá...). Aí, surge uma dúvida:

DUAL BOOT OU BOOT MANAGER?


por @Macarlo - Team OS/2
( Analista de Sistemas - Membro da Associação dos Profissionais de Shareware - ASP)


O Dual Boot é um processo baseado em um sistema muito inferior (em eficiência e segurança) ao Boot Manager e somente é usado quando o HD de que se dispõe é tão pequeno que não comporta a partição do Boot Manager da IBM, um gerenciador de inicialização absolutamente seguro, prático, simples e eficaz, que ocupa entre 2 e 4 megas em uma partição primária não-DOS. O Dual Boot da IBM, tal qual o Dual Boot do NT, é baseado em um soft que, se for corrompido, inutiliza o sistema alternador entre um OS e outro. Quando se usa Dual Boot é necessário ter um disco de boot do DOS ou do Ruindows95 à mão, para caso essa corrupção aconteça (se ela ocorrer com o DOS ou Bugindows ativos, pior ainda: como acessar o OS/2?). A pior situação com o Dual Boot ocorre quando o usuário tem um HD tão exíguo que precisa comprimi-lo e usa o Stacker for OS/2, que usa um algoritmo de altíssimo poder compressor: se perde o Dual Boot fica realmente no mato sem cachorro e terá de dar muito duro para conseguir consertar as coisas - e isso se tiver feito o Stacker Aware. Além de tudo, com Dual Boot não se pode usar o grande handicap do OS/2, a formatação em HPFS. Assim, recomenda-se o Boot Manager (ou outro gerenciador de inicialização, que pode ser ateh o LILO - Linux Loader - caso o usuário tenha esse OS instalado no primeiro ou no segundo HD; existe, ainda, o Boot It da Terabyte (http://www.TeraByteUnlimited.com/), que permite dar o boot em mais de 200 partições, lógicas e primárias, de qualquer sistema operacional. Usando-se gerenciador de inicialização, há várias opções, mas DOS e Ruindow$95 terão de estar sempre em partições primárias. O OS/2, o NT e o Linux podem ficar em unidades lógicas, os dois primeiros em uma partição estendida do DOS e o Linux em um espaço à parte da partição estendida, que o DOS não verá e o Fdisk do OS/2 e o Disk Administrator do NT enxergarão como "unknow (desconhecido)" mas utilitários de disco como o Partition Magic identificarão perfeitamente. Exemplos:

1) Uma partição primária com o Boot Manager
2) Um disquete com o LILO
3) Um disquete com o NT Loader

Isso permitirá que se tenha o seguinte:

1) Uma partição primaria em FAT com MS-DOS e NT 4.0 (o Boot Manager entra no MS-DOS e, daí, usa-se o NT Loader para carregar o NT; é uma boa opção e eu uso isso, porque se houver problema no registro do NT que não possa ser resolvido com o Rdisk, entro pelo DOS e faço o serviço manualmente. Mas, para ter esse conjunto, abre-se mão do NTFS, que tem a virtude de permitir a compressão em tempo real, de diretório por diretório, mas tem a desvantagem de produzir grande fragmentação, obrigando o uso do Diskeeper, produto acessível ao SOHO, na versão Lite, mas de custo elevado para redes, nas quais trabalha automaticamente).

2)Uma partição primária com o Lixindow$95 (para quem precisa gravar CD e ainda nao adquiriu o soft existente na J3 e que custa mais de U$200).

3)Uma partição primária em HPFS, com o OS/2.


4) Um segundo HD, com o Linux Red Hat da Conectiva Parolin, de Curitiba (esse eu estou usando e recomendo; vem com manual em português e traz o esperto browser Red Baron - Você não vai precisar instalar o Netscape!).

Com o Boot Manager você acessa tudo menos o Linux (pelo sistema acima). Com o LILO você acessa o Linux (nos três modos: 1, 2 e 3), acessa o DOS, o NT, o Wiru$95, o OS/2 e.....o próprio Boot Manager.

Ah, uma observação: é verdade que colocando o OS/2 em uma unidade lógica ele vai enxergar tudo, mas esta não é uma boa opção. As condições ideais para um Warp 4.0 rodar bem são: partição primária, com no minimo 1 giga, em HPFS; uma partição separada (pode ser lógica, em HPFS ou FAT, mas o melhor eh em HPFS) para o arquivo de troca (Swapper.dat). Você ficará com três coisas em uso: Boot Manager, LILO e NT Loader.
Existem muitas outras opções, como, por exemplo, instalar o NT e o Ruindow$95 na mesma partição, em dual boot, com o gerenciador do NT, ficando essa partição em um acesso do Boot Manager da IBM. Só uma coisa não é possivel fazer: usar ao mesmo tempo o Dual Boot da IBM e o IBM Boot Manager: é um ou outro.
Durante alguns anos o Dual Boot foi o preferido dos usuários de OS/2 porque tanto o hardware como o software eram mais simples e o Boot Manager chegou a ser chamado, pelos especialistas em OS/2, de "o sonho de todo tecnóide", tão aparentemente complicada se afigurava a sua implantação em um sistema. Nessa época quase ninguém no Brasil acessava a Internet, tudo era feito pelos BBS e usar o Blue Wawe era considerado o máximo da sofisticação. Os grande problemas dos usuários de OS/2 eram, por exemplo, o fato de que o Schredder detonava o objeto do qual alguém queria se livrar mas não destruía o executável. Com os aprimoramentos introduzidos no OS/2 e com a sofisticação que os novos aplicativos trouxeram, mais o aprendizado forçado de complicações gerado pelo advento da Internet no Brasil, instalar o Boot Manager tornou-se brincadeira de criança e o Dual Boot simplesmente perdeu sua razão de ser, que era: facilitar as coisas.

Obs.: O Boot Manager da IBM pode ser instalado em um computador antes mesmo da instalação de qualquer sistema operacional que se prertenda nele colocar. Para isto, basta utilizar o disquete gerado pelo utilitário Bootman, que a IBM liberou nos primeiros dias de 1998. Você pode obter esse utilitário aqui mesmo neste Site, na Download Area. É o BOOT-MAN.ZIP (982,7k).